Fechando os olhos

Existe um jargão popular dizendo que as crianças são puras, inocentes e mais uma infinidade de coisas boas. Não concordo totalmente – pois já vi e ouvi coisas absurdas delas, mas é bem verdade que elas nos ensinam grandes coisas. E como tenho convivido com elas na igreja é legal contar algumas coisas desse tipo.

Quando digo que acredito em dias melhores e numa geração diferente não é à toa. EM um domingo à noite, em que eu seria o responsável em dirigir o culto infantil lá na igreja, as músicas que cantaríamos com os pequeninos ainda eram indefinidas até momentos antes de começar o “cultinho” (não gosto desse termo, mas usarei para evitar repetições). O tema era “escolhendo a melhor parte” e fui aberto ao que Deus colocaria no meu coração. Durante o louvor (no salão principal) o grupo de louvor cantou a canção que diz “tu é soberano, sobre a terra, sobre os céus, tu é Senhor…”. Era aquela. Cantaríamos aquela música com as crianças.

Descemos para o culto infantil e lá fomos nós. Primeiro cantamos uma canção mais agitadinha e depois pedi para cantássemos a tal música de olhos fechados e que viajássemos na letra, que pensássemos mesmo em como Deus é grande e, mesmo assim, se importa conosco. O mais legal foi que as crianças fecharam os olhos e cantaram. Fiquei um pouco surpreso com a recepção. Pensei o quão legal é vermos crianças adorando a Deus… nos dá esperança.

O que isso tem a ver? É muito comum não acreditarmos em dias melhores. Poucas pessoas ainda conseguem enxergar as crianças como campo fértil para a plantação de bons valores. Digo poucas porque dizer que são é muito simples, porém “se jogar” acreditando nisso é outro assunto e, quando isso ocorre, ainda percebo muita gente tratando as crianças como se nada pudesse mudar. “Pêra lá!” Pode sim. Podemos sim rever valores perdidos em nossa sociedade, podemos sonhar com adolescentes e jovens com “cabeça” e daí adiante. O que nos falta? Acreditar e dar exemplo. Li na revista Mãos Dadas (muito boa por sinal) que o caráter é “o segredo de quem sabe conduzir a criança”. Não adianta sermos teóricos religiosos e quando realmente precisamos mostrar quem somos “dar com os burros n’água”. Acredito em dias melhores por isso. Porque depende de mim. Começa em mim. E em você também!

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