IW46

[Eloína Thompson] Malditos Escribas e Fariseus! Fazia-se manhã quando me pegaram! Chego a crer que armaram uma cilada e eu caí. Afinal, o crime de adultério tem como pena pela Lei de Moisés, a morte por apedrejamento de ambos, mas eu estou aqui: sozinha. Onde estará o meu amante? Nem me arrisco a olhar para trás, pode ser que ele tenha se juntado à multidão que me condena…

Trouxeram-me ao Templo – que estranho!  – eu deveria ser levada ao Sinédrio! – e colocaram-me no meio, onde estava Jesus. Falaram a ele do crime que cometi e perguntaram sua opinião a respeito da aplicação da pena de morte.

Jesus se calou; eu ali, ajoelhada, envergonhada, sem coragem de levantar a cabeça. Tinha os joelhos sangrando pela violência com que fora lançada ao chão. Meu corpo doía pela forma como fui conduzida através das ruas até aquele lugar e pela antecipação dos momentos que estavam por vir…

Ouvia vozes da multidão: – Mate-a, o que estamos esperando? – Adúltera! Tens que morrer! – Vamos logo, comecem a apedrejá-la! Mas de Jesus não vinha palavra. Com seu dedo escrevia na terra… Acho que o relógio parou. Os minutos não passavam…

Como insistiam, Ele se levantou.  – É o fim! Pensei. Mas ao invés de ordenar que a Lei de Moisés fosse cumprida, disse: – Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.

As vozes se calaram. Ouvi barulhos de pedras caindo ao chão. Alguns passos se afastando, depois outros e ainda outros, até que se fez total silêncio. Só escutava as batidas do meu coração, pulsando acelerado dentro do meu peito.

Jesus aproximou-se, estendeu-me sua mão, ajudando-me a levantar. Olhou nos meus olhos – Que olhar! – Queimava como fogo… era como se através de seus olhos eu pudesse contemplar todo meu passado vergonhoso. Ao mesmo tempo transmitia tanta serenidade, tanta paz, tanto amor, que eu poderia passar o resto dos meus dias apenas a contemplá-lo.

Fui tirada deste enlevo por sua voz que me perguntava: – Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?  Ah, que voz doce, suave, sem acusações. Não consigo descrever o que aquela voz causou em mim… Poderia ter dito tantas coisas, conversado sobre minhas frustrações, meus traumas de infância, minhas decepções amorosas… Mas Ele me olhava, e no íntimo, eu tinha plena convicção que compreendia tudo, então com voz trêmula só consegui pronunciar: – Ninguém, Senhor! Então Ele completou: – nem eu também te condeno; vai e não peques mais.

Uma alegria imensa invadiu meu ser, minhas dores se foram, tirei um enorme peso que carregava sobre meus ombros. Naquele instante raiou para mim um novo dia. Jesus se tornou tudo na minha vida e agradá-Lo o meu maior objetivo!

Benditos escribas e fariseus! Intentaram o mal contra mim, mas Deus transformou a maldição em benção!

JESUS DESEJA OLHAR E FALAR DA MESMA MANEIRA A MULHERES E HOMENS, COMO EU E VOCÊ!  QUER TIRAR SUAS DORES, SARAR SUAS FERIDAS, PERDOAR SEUS PECADOS E TRANSFOMAR TODA MALDIÇÃO EM BENÇÃO!

Eloína Thompson é membro da Igreja Cristã Ágape, em Santa Luzia

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