Faltam só oito meses

E, o 21 de dezembro, fim do mundo, está próximo. Será?

Reportagem: Wellerson Cassimiro

Terremotos, maremotos, alterações climáticas e geológicas. Estes são os principais acontecimentos provenientes de um evento místico, que ocorrerá no dia 21 de dezembro deste ano, os quais irão exterminar boa parte da vida humana. Pelo menos é o que diz uma das profecias mais famosas e polêmicas sobre o fim do mundo. Esta doutrina, baseada no calendário dos povos Maia, tornou-se o centro das atenções há pouco mais de dois anos, quando foi muito explorada pelo cinema catástrofe norte-americano, fomentado pela indústria cultural, no filme “2012”. Surgiram documentários, seriados, artigos e reportagens em revistas especializadas. Ou, nem tão especializadas assim. Não importa o segmento ou a linha editorial da revista. O negócio é comentar o possível fim do mundo.

Entretanto, todos os mistérios e interpretações que circundam esta profecia parece que não passa de contos de fadas e lendas de livros infantis. Segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah), uma revisão das estelas pré-hispânicas indica que, na verdade, nessa data, os maias esperavam simplesmente o regresso de Bolon Yokté. “(Os maias) nunca disseram que haveria uma grande tragédia ou o fim do mundo em 2012”, disse à BBC o pesquisador Rodrigo Liendo, do Instituto de Pesquisas Antropológicas da Universidade Autônoma do México (Unam).

Para o técnico em enfermagem, Leandro Alves de Almeida, 36 anos, tudo não passa de mera especulação para a venda de produtos e artigos sobre o fim do mundo, além de servir como ingresso de novos membros às comunidades religiosas. “Nunca confiei em doutrinas, seitas e religiões de origens duvidosas. Aliás, confio em pouquíssimas coisas”, afirma. Opinião compartilhada pela estudante Mariana Gonçalves, 26. Para ela, o ser humano está fragilizado quando o assunto é fé, e acaba acreditando em qualquer teoria mística. “As pessoas deveriam buscar e pesquisar a fundo, para ver se tudo é verdadeiro mesmo.”

O que se percebe é que desde o início dos tempos, o homem sempre buscou formas de tentar compreender e explicar, através das ciências exatas, acontecimentos místicos que envolvem a crença e a fé. Nos anos 1990, por exemplo, com a proximidade da virada do milênio, surgiu o chamado Milenarismo definido como um movimento religioso, que acreditava em algum tipo de salvação coletiva, baseada no livro de Apocalipse, capítulo 20, sob a frase de que “mil passarão, mas a dois mil não chegará”.

Obreiro há sete anos, Marcos Laureano, 40, afirma que ninguém sabe o real dia do fim dos tempos. “A Bíblia nos fala que somente Deus, o Pai, sabe o dia em que haverá uma transformação nesta terra em que vivemos. O homem até pode traçar teorias. Mas, a verdade virá de Deus”, encerrou.

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