Onde está a diferença?

Durante séculos, nós, cristãos, nos consideramos diferentes dos demais, nos consideramos os civilizados em meio aos bárbaros. De fato somos diferentes dos demais, porém, infelizmente, isso só tem se mostrado no lado espiritual.

Durante os três primeiros séculos da era cristã, os cristãos foram acusados injustamente, perseguidos e mortos pelos romanos. No ano 325, Roma assume o cristianismo como religião oficial do império. Séculos mais tarde a igreja católica se torna a mais poderosa instituição sobre a Terra e inicia uma gigantesca caça as bruxas, condenando todos que se opunham a ela, sendo a maioria condenada à fogueira em praça pública, com a desculpa de que o único meio de salvar aquelas almas era a purificação pelo fogo. A caça aos protestantes também foi sangrenta e impiedosa. Séculos mais, na Irlanda do Norte, cristãos protestantes assumem o poder e iniciam um processo de exclusão e provocação aos cristãos católicos na Irlanda. Como você pode observar, um ciclo constante de ódio, discriminação e perseguição.

E aqui vai a minha pergunta: onde está a diferença entre os romanos pagãos e os católicos antes perseguidos? Onde está a diferença entre os protestantes oprimidos e os católicos impiedosos? Infelizmente, nessa situação, nenhuma. Tudo que consigo ver são semelhanças, impiedosas e cruéis semelhanças. Todos cristãos, porém se deixaram guiar pelo egoísmo, pelo orgulho, e pelo preconceito. Todos cristãos que se esqueceram do maior de todos os ensinamentos dados por cristo: o amor ao próximo.

Cristo nos ensinou que devemos amar uns aos outros (Lucas 10:27 ; João 13:34). Devemos deixar o egoísmo de lado, e ajudar a todos que necessitam de nós. Assim como Deus nos amou e cuida de nós, Ele quer que amemos e cuidemos uns dos outros, independente se nos fizeram algum mal ou não (Mateus 5:39-40). Esta é a diferença que devemos ter: devemos amar a todos, amigos ou inimigos (Mateus 5:45), mesmo que seja difícil, mesmo que pareça difícil, devemos sempre tentar. É isso que vai mostrar ao mundo o que é o verdadeiro amor de Deus, a verdadeira face de Deus, aquilo que aprendemos quando éramos crianças e acabamos nos esquecendo, que Deus é amor, amor que vive sobre nós, entre nós e em nós.

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